Você em 220v: A energia do café

Postado em: 10 de fevereiro de 2014 - Por: Thiago Palmeira

by Roy Calvillo

Um pouco de história e cabras dançantes

Aparece aquele TCC, aquele projeto com deadline curtíssimo, ou aquele artigo no meio da madrugada e você sente que precisa de uma energia extra. Então você corre até a cozinha, prepara aquela super xícara de café e, depois de tomar aquela maravilha, sente que está pronto para mais uma jornada. Soa familiar? Então hoje você vai descobrir de onde surgiu esta maravilha e porque ela nos deixa mais ligados e cheios de energia.

O café é nativo da Etiópia, mas tornou-se popular na Europa, lá pelo século XVII. Lendas contam que a história do café começa com cabras dançantes! Isso mesmo, cabras dançantes! É dito que um certo pastor de cabras, um etíope chamado Kaldi, percebeu que suas cabras ficavam mais serelepes ao comerem um determinado arbusto. Ele, então, colheu alguns dos frutos daquele arbusto e preparou para si mesmo, percebendo os efeitos.

Inicialmente, o café era comido, ao invés de bebido. Tribos do leste africano misturavam os frutos de café, ainda com casca, com gordura animal, formando “bolinhas energéticas”. Foram os árabes os primeiros a cultivar o café e a consumí-lo na forma de uma bebida quente, por volta de 1.000 AC.

Disseminação, pecado e absolvição

A bebida ganhou grande popularidade durante a expansão do Islamismo, onde a religião proibía o consumo de álcool, mas considerava aceitável o consumo de café. Com a disseminação dos efeitos da bebida, o café começou a ser utilizado no oriente, por volta do século XVI, e foi torrado pela primeira vez na Pérsia. Sendo que os árabes eram ciumentos com seu café e mantinham suas plantas sob guarda. Com exceção da África, onde o café crescia naturalmente, apenas a Arábia possuía sementes férteis de café. Diz a lenda que um contrabandista chamado Baba Budan conseguiu sair de Mecca com algumas sementes férteis de café amarradas ao seu peito e, um tempo depois, o café estava crescendo na Índia.

Praticamente todo o café do mundo é cultivado no chamado “Cinturão do Café”, área situada entre os Trópicos de Câncer e Capricôrnio.

O café foi parar na Europa através de mercadores e navegantes holandeses, alemães e italianos e, na época, toda a produção vinha da Arábia. A partir da europa, com os descobrimentos, o café começou a ser cada vez mais difundido pelo mundo. Perseguições, guerras e uma série de polêmicas rondaram o café, que chegou a ser taxado de demoníaco pela Igreja católica, por ser maometano. Somente após o Papa Clemente VIII provar a bebida, esta foi absolvida de seus pecados contra Deus e liberada aos católicos.

Por volta de 1727, o café atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil. Reza a lenda que o governador do Estado do Grão-Pará enviou o Sargento Francisco de Melo Palheta em uma missão secreta para conseguir mudas de café. Palheta então foi à Guiana Francesa, onde seduziu a esposa do governador da capital e voltou ao país com um bouquet de despedida cravado com mudas de café. Hoje, o Brasil é o maior produtor de café do mundo.

 O efeito “supercarga”

E como a cafeína nos deixa mais ligados? A cafeína deixa você mais enérgico enganando os receptores de adenosina. Este processo evita que a adenosina se ligue a seus recepetores e deixe você sonolento. Sim, parece confuso, mas verdade é um bocado simples. Vamos lá!

Quando a adenosina é produzida em seu cérebro, ela se liga a um certo tipo de receptor, os receptores de adenosina. Esta ligação reduz a atividade das células nervosas, deixando você sonolento. Acontece que a cafeína se liga ao mesmo tipo de receptor, de forma que não sobram receptores disponíveis para a adenosina. Como resultado, as células nervosas não conseguem identificar a presença de adenosina e, ao invés de desacelerar devido a seu efeito, aceleram.

O efeito da cafeína, no cérebro, aumenta a atividade dos neurônios. A glândula pituritária percebe esta atividade e pensa que alguma emergência está ocorrendo. Ela então informa às glândulas adrenais para produzirem adrenalina. A adrenalina é o hormônio responsável pelo instinto de “lutar ou correr” e tem uma série de efeitos no seu organismo, como dilatamento das pupilas e das vias nasais, aceleração da pressão sanguínea e do batimento cardíaco e aumento da tensão muscular. A cafeína também afeta seu nível de dopamina, um neurotransmissor que controla o sistema de recompensas do cérebro.

Bem mais claro, não? Isso explica porquê, ao beber uma avantajada xícara de café, você fica enérgico e acelerado, se sente mais excitado e seu coração bate mais rápido.

O também viciado em café e cartunista Matthew Inman criou, em seu site Oatmeal.com, um quadro deveras cômico com um resumo da história e dos efeitos do café. O quadro está disponível no site do The Oatmeal, com todos os direitos reservados ao autor: http://theoatmeal.com/comics/coffee

Das cabras à Infolink, da Infolink até você

Graças à Kaldi e suas cabras dançantes e ao charme do Sargento Palheta, a Infolink é capaz de garantir aos seus clientes uma disponibilidade de 99.9% em seus serviços de Cloud e hospedagem. Nossa equipe de viciados em café está sempre com a energia que seu negócio precisa para crescer.

Um ótimo trabalho e… fiquem “ligados”!

Leia também