Trabalho remoto cresce no mundo

Postado em: 25 de setembro de 2014 - Por: Ana Pimentel

Trabalho remoto cresce no mundo

O site CanalTech Corporate publicou hoje: Pesquisa aponta aumento de empregados no trabalho móvel”

“O número de empregados no setor chamado de trabalho móvel e flexível, ou seja, que não necessita de um lugar fixo para funcionar está aumentando no exterior. De acordo com uma pesquisa da Oracle, a grande maioria dos funcionários de Tecnologia da Informação prefere atuar dessa forma.

O levantamento foi feito pela Censuswide a pedido da Oracle e entrevistou 1.500 executivos de nível sênior, com 33% oriundos da América do Norte, outros 33% na Europa, Oriente Médio e África e 33% na Ásia-Pacífico.

Segundo a pesquisa, 68% dos profissionais disseram estar mais felizes trabalhando em ambiente mais flexível e móvel e 53% acreditam que isso os torna mais produtivos. Mais da metade dos entrevistados, 56%, afirmou estar trabalhando num ambiente com maior mobilidade do que há dois anos e 40% acreditam que essa é uma tendência que pode se tornar trabalho integral nos próximos dois anos.

Os dados também indicam que, apesar dessa nova mentalidade de trabalho estar se propagando, muitas das empresas ainda não a enxergam como vantagem ou não estão preparadas para lidar com a produtividade de seus funcionários nesse tipo de ambiente. Esse despreparo pode trazer falta de eficiência e segurança, além de insatisfação dos colaboradores”.

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“People will not commute, people will communicate”

Em 1964, o visionário escritor e cientista Arthur Clarke participou de um programa da BBC (vejam ele falando no vídeo depois de 3:30). Muito além da publicação de  “2001:Uma Odisseia no Espaço”, também teve um papel importante na criação do conceito de satélite geoestacionário, embrião de desenvolvimento das telecomunicações.

Neste vídeo, ele fez previsões sobre como seria a vida em 50 anos, ou seja, exatamente nos dias de hoje, 2014. Entre alguns erros e muitos acertos, ele fala muito sobre a evolução da tecnologia alterando a forma de comunicação, inclusive já premetidou a ideia do trabalho remoto. “People will not commute, people will communicate”, que traduzindo a grosso modo seria: “as pessoas não vão se deslocar diariamente, elas irão se comunicar”.

Interessante é que uma das teorias dele afirma que as grandes cidades não serão mais tão importantes por conta dessa forma de comunicação. Hoje, nossas grandes cidades estão entrando em colapso e o ato de se deslocar até o trabalho ou local de estudo é um desafio que nos faz perder um tempo  – e rendimento – que não queremos perder na era da velocidade da informação. O trabalho remoto nunca fez tanto sentido e nunca ganhou tantos adeptos. O Cloud Computing está aí para provar isso.

Nessa transição vemos ainda absurdos para adaptar novas práticas às mentalidades antigas, como trabalhar até no meio de um engarrafamento… mas é se dar conta desse absurdo que pode nos levar a simplificar logo as coisas e, consequentemente e aos poucos, adaptar toda a gestão de uma empresa para o modelo remoto. Mesmo trabalhando no engarrafamento, aos poucos se chega lá.

Trabalho remoto requer um novo modelo de negócios

Ainda há alguma resistência ao modelo de trabalho totalmente remoto no Brasil. É um tabu corporativo que vai se quebrando aos poucos. Mas a tendência é essa: a fuga das grandes cidades, trabalhando de onde quiser para empresas de qualquer lugar do mundo SIM!

A crescente das startups e da proposta de novos modelos de negócio flexíveis ajuda a quebrar esse tabu e apresentar muito mais produtividade com equipes mais engajadas, proativas, enxutas e, por muitas vezes com uma comunicação muito mais eficaz.

É um outro raciocínio, que requer disciplina e comunicação bem feita. Existem milhares de ferramentas, e-mail corporativo já adaptado para o trabalho remoto, aplicativos móveis e colaborativos – o método de trabalho remoto consegue ser inclusive, muito mais produtivo, quando feito da forma correta. É preciso mergulhar em uma nova cultura corporativa.

Disponibilidade é bom, mas segurança e suporte também são essenciais

Não deve ser feito de qualquer jeito e além do método de produtividade a empresa que adotar esse modelo deve sempre pensar em montar toda sua infraestrutura de trabalho remoto pensando, não apenas na dimensão ou na disponibilidade, que são os quesitos básicos. Mas também é de extrema importância garantir a segurança desses dados que vão ficar disponíveis para qualquer mobile device.

Muitos ainda desconhecem os recursos existentes e ainda mantêm o pé atrás com o trabalho remoto pensando na falta de segurança. Existe solução para isso. Se chama VPN – Virtual Private Network, que nada mais é que Rede Virtual Privada que permite um tráfego de dados seguro e exclusivo para quem tiver permissão para acessá-los de forma remota. Se você precisar trabalhar de casa, ele vai moderar e permitir o acesso de uma rede interna da empresa. Aqui na InfoLink, por exemplo, trabalhamos com a VPN corporativa da Sophos UTM, que é uma evolução do firewall.

Contar com um suporte que não te deixe na mão também é a chave do sucesso. Seu cloud host precisa ser seu parceiro, não seu inimigo mortal ou um completo estranho. Um bom atendimento e uma boa comunicação para descobrir qual a configuração e tamanho ideais para seu ritmo e volume de trabalho, sanar dúvidas e resolver eventuais pepinos rapidamente. Por isso nem sempre é a melhor escolha escolher um provedor de nuvem no exterior, a dificuldade de suporte é infinitamente maior que a do Brasil. Mas isso vai depender de qual empresa você escolhe no Brasil. É a qualidade de atendimento e serviço que vai determinar o sucesso da sua parceria nesse mercado tomado por commodities. Com o parceiro certo no Brasil, você tem a faca e o queijo na mão para adotar o modelo de negócio remoto, economizar. Fica a dica.

Como eu sempre digo: é bom viver no futuro!

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