Seminário discute privacidade na Internet

Postado em: 23 de setembro de 2015 - Por: Érika Bazilio

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“Devemos ser cautelosos para proteger o que nos resta de privacidade na Internet”. Com essa afirmação, Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), abriu o VI Seminário Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais, nos dias 15 e 16 de setembro, em São Paulo.

O evento promoveu uma ampla discussão sobre os princípios “Ambiente Legal e Regulatório” e “Funcionalidade, Segurança e Estabilidade”, tratando de alternativas para a proteção de dados pessoais na Internet, consentimento, criptografia e Internet das Coisas.

Desde a sua primeira edição, em 2010, o Seminário recebe expoentes na doutrina e prática nacional e internacional. Este ano, Raúl Echeberría, vice-presidente para Engajamento Global da Internet Society (ISOC), e Alison Gillwald, diretora executiva da Research ICT Africa e professora da Universidade de Cape Town, abordaram os mecanismos de governança existentes, os desafios regulatórios impostos pela economia do compartilhamento e objetivos das legislações na Internet, a partir das suas experiências.

Echeberría destacou que “as políticas de regulações não são boas nem ruins por si só, dependem do quanto elas contribuem para os objetivos que a sociedade deseja alcançar”. Gillwald, por sua vez, abordou o impacto e contribuição da Internet para a inovação e para o surgimento de uma economia disruptiva. “Precisamos investir em capacitação para criar condições locais de concorrer nesse ambiente global”. E criticou a governança focada na regulamentação técnica. “Nada é simplesmente técnico, existem aspectos econômicos e sociais que também são críticos e precisam ser levados em consideração”, pondera.

Organizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo NIC.br, o Seminário conta com a parceria do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF/SP), da Fundação Getulio Vargas e do Ministério da Justiça.

No último dia, Renato Martini, conselheiro do CGI.br, afirmou: “É impossível viver sem a exposição das nossas informações. Isso faz parte da natureza da vida coletiva e social”.

 

Para saber mais sobre as discussões promovidas no evento, acesse NIC.br.

 

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