Quer ser sócio do Linux?

Postado em: 15 de julho de 2015 - Por: Érika Bazilio

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Maddog quer criar de 1 a 2 milhões de postos de trabalho em um projeto que tem a cara do país

Jon “Maddog” Hall, Diretor-Executivo da Linux Internacional (LI), ganhou o apelido “mad dog” (cachorro louco), quando ainda era Chefe do Departamento de Ciência da Computação. Hall – que adora ser chamado assim – costuma dizer que o apelido vem de um tempo em que tinha pouco controle sobre seu temperamento.

O temperamento pode até estar controlado, mas, Maddog, hoje, aos 64 anos, não para. Prova disso é seu Projeto Cauã, que tem como ambição mudar a maneira como as pessoas se relacionam com computadores nas grandes cidades e estimular a criação de 1 a 2 milhões de postos de trabalho no Brasil.

O próprio Hall explicou na página da Associação SoftwareLivre.org como surgiu a ideia. Ele intitulou o documento de Reflexões de um Cachorro Louco. Confira:

“Há cinco anos, comecei a voltar minhas discussões sobre Software Livre à pergunta de “Como ganhar dinheiro com Software Livre?”. Quatro anos atrás, questões em torno de usabilidade e softwares de código fechado no mundo moderno atual começaram a se infiltrar nas minhas palestras, levando à pergunta de quanto tempo é desperdiçado em escala mundial pelos softwares que não fazem o que queremos e precisamos que façam. Há três anos, comecei a abordar as questões de uso de energia e quanto o próximo bilhão de computadores vai utilizar se não tomarmos cuidado. Dois anos atrás, comecei a abordar as questões de pirataria de software e como ela afeta os usuários finais mais do que aos “provedores de software”. Ano passado, as questões de inclusão digital também entraram no cenário.

Este ano, uma recessão mundial causadora de enorme desemprego me fez parar para pensar e começar a pôr em prática um plano para resolver todas essas questões e mais algumas. Dois empresários brasileiros, Douglas Conrad da OpenS (Florianópolis, SC) e André Franciosi da Franciosi Consultoria (Porto Alegre, RS) começaram a trabalhar comigo para formular um projeto que resolveria alguns desses problemas, e depois uma série de outros empresários e técnicos se juntou à diretoria e ao princípio da diretoria técnica, para formar o “Projeto Cauã”.

 

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O protótipo do Smart Home System, uma CPU de bolso com capacidade de processamento semelhante a de computadores vendidos no mercado

 

O Projeto Cauã é um amplo e poderoso projeto em escala mundial para criação de soluções baseadas em Software Livre e Hardwares abertos para distribuição de solução de computação em diferentes mercados e nichos que tem como seus principais objetivos:

* Criar milhões de micro empreendimentos de alta tecnologia geridos pelos “Empreendedores Administradores de Sistemas”,

* Reduzir o consumo energético dos ambientes computacionais,

* Facilitar o uso de computadores, tornando-os simples e funcionais para qualquer perfil de usuário e faixa etária,

* Reduzir a produção de lixo eletrônico através do prolongamento da vida útil dos processadores,

* Criar redes wireless gratuitas em todas as áreas urbanas ou de alta densidade populacional,

* Criar uma rede de supercomputadores para processamento paralelo onde qualquer entidade que precise deste serviço possa otimizar os seus processos, tendo como principal foco empresas ligadas a educação, governo e indústrias de pequeno porte.

O Cauã, na verdade, está sendo pensado há anos e vem tomando corpo ao longo desse tempo. No final deste primeiro semestre, foi realizado um treinamento para formar novos empreendedores, em Santa Catarina. Para mais informações e sobre como se candidatar, acesse a página do projeto.

Fonte: Project Cauã e Software Livre Brasil.

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