O que o CEO e o financeiro da sua empresa precisam saber sobre TI?

Postado em: 8 de agosto de 2016 - Por: Infolink

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A Tecnologia da Informação assumiu um papel muito importante nos negócios na última década. O que vivemos hoje é o que os especialistas chamam de “a terceira plataforma de TI”. Um momento em que conectividade extrema, capacidade de ampliação tecnológica sem limites e inúmeras combinações em aplicações e equipamentos protagonizam as relações sociais e o business em geral.

Trata-se, portanto, de uma evolução histórica, que vem desde os primeiros mainframes, aqueles grandes computadores utilizados por bancos e multinacionais (primeira plataforma) e que, depois, foi marcada pela chegada dos computadores pessoais (PCs), no final da década de 1980 (segunda plataforma). Agora, com a tecnologia digital, a TI deixa de ser vista apenas como um apoio e passa a ser a mola propulsora dos negócios.

Atualmente, tanto a alta cúpula das empresas, encabeçada pelo diretor geral (o CEO), quanto a área financeira tem nos dados corporativos uma excelente fonte para tomar decisões, estruturar estratégias e colocar planos de ação em prática.

É sobre tudo isso que falaremos ao longo deste artigo. Você verá, a seguir, um panorama geral da transformação que a tecnologia vem promovendo no mundo dos negócios, quais são as principais tecnologias e como os CEOs e gestores de finanças participam deste cenário. Acompanhe!

A TI ganha força no mundo corporativo, apesar da crise

Um estudo recente, divulgado pela consultoria IDC, aponta que a América Latina é uma das regiões que mais está investindo em tecnologias da terceira plataforma no meio corporativo. E o Brasil figura como o carro-chefe deste movimento.

A estimativa é que, mesmo com a maioria dos países da região vivendo dificuldades econômicas, até o final do ano o mercado de TI deve movimentar 139 bilhões de dólares em produtos e serviços baseados na computação em nuvem, big data, mobilidade, internet das coisas, realidade aumentada, entre outras tendências tecnológicas disruptivas e inovadoras.

Em 2017, os especialistas da IDC preveem que um em cada três CEOs latino-americanos deve apoiar suas estratégias de negócios em soluções digitais. A adoção da computação em nuvem, com investimentos em Software Defined Everything (SDx), por exemplo, deve crescer mais de 50%.

A utilização da tecnologia móvel (dispositivos como tablets, smartphones e aplicações) tende a crescer num movimento de apoio às necessidades de integração entre departamentos e filiais e também para aumentar a colaboração nos ambientes de negócio.

A segurança da informação, por sua vez, passa a ser mais valorizada e assume uma posição estratégica nos negócios da região. Soluções de segurança e infraestrutura baseadas em nuvem (backup online, cloud server, data center virtual etc.) devem atingir uma alta de 53% — e aqui um alerta: a Symantec aponta o Brasil como o 8° país no ranking mundial na origem de fraudes cibernéticas.   

Aliado a tudo isso, a IDC afirma que os esforços das empresas da América Latina para ganhar escalabilidade tecnológica e, ao mesmo tempo, reduzir custos, estão moldando as estratégias empresariais e os investimentos em TI. Provedores de sistemas de gestão e plataformas de produtividade, apenas para exemplificar, devem ter alta de 30% até o final de 2016.

Cloud Computing para ganhar escala tecnológica e apoiar estratégias de crescimento empresarial

Uma tecnologia que merece destaque é a Cloud Computing. Este modelo de serviço, no qual os dados são armazenados, controlados, gerenciados remotamente e disponibilizados aos usuários pela internet, trouxe uma espécie de “democratização” tecnológica: fez com que pequenos e médios empresários pudessem competir de igual para igual com grandes players globais por meio da virtualização dos recursos.

Entre os benefícios da cloud computing, e que atraem as atenções dos CEOs, estão a redução de custos (tecnologia como serviço e não mais administrada internamente), mobilidade (acesso aos sistemas via web), escalabilidade (possibilidade de aumentar os recursos sem fazer grandes investimentos e prejudicar o andamento da operação), disponibilidade (99,9% de uptime por conta do poder tecnológico dos provedores) e segurança (backups online automáticos, espelhamento de servidores etc.).

Se, até pouco tempo, era difícil competir com concorrentes economicamente mais fortes em matéria de tecnologia, agora é possível adquirir softwares como serviços (SaaS), ter uma infra robusta virtualizada, contar com as boas práticas de segurança da informação, testadas e aprovadas internacionalmente, entre outras facilidades. Tudo isso apenas com um bom acordo de níveis de serviços (SLA) com um provedor de nuvem de confiança.

Principais soluções em cloud computing que beneficiam os negócios

Cloud Server, os servidores na nuvem

Os cloud servers (servidores em nuvem) funcionam quase da mesma maneira que os servidores físicos, mas as funções que fornecem podem ser muito diferentes. Ao optar pela nuvem, as empresas estão, na prática, alugando um espaço em um servidor virtual. Com isso, podem fazer pagamento por hora, dependendo da capacidade necessária, por exemplo, o que dá maior controle de custos e evita desperdícios (gastos com as horas não utilizadas).

Resumidamente, os principais benefícios dos cloud servers são:

  • Flexibilidade e escalabilidade: recursos extras podem ser acessados como e quando necessário;
  • Excelente custo-benefício: além de estarem disponíveis quando necessários, paga-se apenas pelo o que é utilizado;
  • Facilidade de configuração: não há muito que ser configurado inicialmente;
  • Segurança: devido ao número de servidores disponíveis, se existir algum problema com um deles o recurso é deslocado para que a empresa não seja afetada.

Cloud Backup, o backup na nuvem

O cloud backup, também conhecido como backup online, é uma estratégia de segurança de dados pelo envio de uma cópia deles por meio de uma rede de propriedade pública ou de um servidor off-site. Normalmente, o servidor é hospedado por um provedor de serviços, que cobra uma taxa com base na capacidade, largura de banda ou número de usuários.

Em suma, virtualmente são programados backups dos dados corporativos para elevar a segurança das informações e mantê-las sempre disponíveis. Além disso, há uma significativa redução de custos para a empresa contratante, e a equipe de TI não precisa se preocupar com esta atividade operacional tão importante.

Data Center Virtual, o data center na nuvem

Já um data center virtual é um conjunto de recursos de infraestrutura em nuvem projetado especificamente para as necessidades da empresa que inclui computação, memória, armazenamento e banda larga.

Significa que, ao invés de investir na infra internamente, adquirindo hardwares e softwares, basta contratar o serviço de um provedor de serviços de cloud para aproveitar os recursos de forma virtual, com o mínimo de esforço e excelentes vantagens.

Os recursos de um data center virtual vão muito além do modelo tradicional (data center físico). Ou seja, além de servidor, o armazenamento e a rede também são virtuais, o que amplia a capacidade de processamento, a segurança e a disponibilidade. Tudo isso é entregue como um serviço, já está pronto, e não há preocupações com detalhes técnicos e o dia a dia de uma operação tradicional de infra.

A nova TI exige uma postura moderna dos CEOs e gestores de finanças

Aproveitar as vantagens que a acessibilidade à tecnologia traz aos negócios exige um novo olhar, tanto dos gestores de TI e finanças, quanto dos CEOs das empresas.

E isso engloba desde o desapego da cultura tradicional do controle interno (a infra de TI ao alcance dos olhos, em um espaço físico dentro da empresa) como, também, a formação de novas parcerias com fornecedores, adaptação aos novos formatos de contratação, pagamento de serviços e soluções de TI, entre outros aspectos. Há uma quebra de paradigmas que precisa ser vencida necessariamente por estes profissionais para que toda a organização passe, também, a aceitar a mudança.

Um dos desafios é lidar com o Shadow IT, como é chamado o fenômeno da adoção de sistemas, aplicativos e serviços por parte dos departamentos da empresa sem o conhecimento das equipes de TI — devido à facilidade na aquisição de ferramentas em forma de assinatura, como serviço.

Mas há, também, a necessidade de ampliar a capacidade analítica dos gestores que ainda não estão ambientados com a tecnologia digital. Apenas investir em soluções para administrar, armazenar e gerenciar dados não é o suficiente; é preciso saber como explorar melhor os dados do negócio, assim como os da concorrência e de outras fontes que podem se transformar em informações relevantes para a tomada de decisões, aproximação com os clientes, criação de produtos e serviços etc.

Tanto é que, de acordo com um estudo da Oracle, os profissionais que não fazem parte do universo de TI (como os de áreas de finanças, marketing e vendas, especialmente) vão ser cada vez mais demandados a assumir o papel de “cientistas de dados”. Aliás, um levantamento do McKinsey  aponta que, somente nos Estados Unidos, deve haver um déficit de 190 mil profissionais com capacidade para lidar com o big data até 2018, o que nos faz pensar no tamanho do desafio para os países emergentes, como o Brasil.

Principais objeções à inovação na TI que os CEOs e gestores de finanças precisam vencer

Por fim, vamos falar sobre dois grandes mitos que envolvem a evolução da tecnologia da informação. A ideia é refletir as duas principais visões equivocadas que CEOs e gestores de finanças podem ter, e que impedem o máximo proveito dos recursos e serviços disponíveis hoje no mercado, principalmente em relação à computação em nuvem.

Mito 1: Investir em computação em nuvem requer um alto investimento

A consultoria KPMG conversou com cerca de 500 executivos de negócios no Brasil e no mundo e descobriu que, para 49% deles, a migração para a nuvem em 2014 foi motivada pela redução de custos.

Ainda assim, muitos decisores acreditam que essa é uma tecnologia extremamente cara. Este é um mito que não se sustenta à medida que os executivos vão conhecendo melhor os meandros da computação em nuvem, especialmente suas possibilidades e benefícios.

Muito pelo contrário. O financeiro de uma empresa consegue controlar melhor os gastos em TI quando conta com um data center virtual, por exemplo. Isso porque o modelo de contratação e utilização do serviço fornece uma previsibilidade de gastos e permite negociações baseadas nas necessidades reais do negócio.

Além do tempo que é desonerado da equipe de TI, e que pode ser usado para que ela tenha uma atuação mais estratégica e menos atrelada aos detalhes técnicos, o negócio, como um todo, ganha em termos de estratégia, capacidade analítica e inovação.

Mito 2: Migrar para a nuvem é um processo demorado

Como o ritmo de uma operação empresarial está cada vez mais acelerado, é natural que os CEOs fiquem receosos em relação às mudanças tecnológicas. Afinal, alguns dias com a operação mais lenta podem significar grandes prejuízos financeiros, perdas de imagem perante clientes, desânimo para colaboradores entre outras problemáticas.

Acontece que os serviços de cloud vêm exatamente na contramão dessa previsão. Em comparação com o modelo tradicional de implementação de um data center, por exemplo, a nuvem elimina a complexidade, corta etapas e evita lentidão na operação. Isso porque o provedor se encarrega de toda a parte técnica e entrega, imediatamente, o data center virtual como um serviço para ser acessado pelos usuários autorizados.

Você já parou para pensar sobre como a inovação na TI influencia nos seus resultados? Como a diretoria e a área de finanças da sua empresa têm aproveitado os recursos tecnológicos para escalar os negócios? Envie sua opinião pelo fale conosco!

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