Entenda o papel da cloud computing em um DRP

Postado em: 30 de agosto de 2016 - Por: Infolink

prd-nuvem.jpgO termo Disaster Recovery Plan (DRP) se tornou mais popular no ambiente de tecnologia conforme as práticas de governança de TI passaram a ganhar mais espaço nas empresas. Mas antes da popularização das soluções de cloud computing, um DRP costumava ser aplicado somente em grandes corporações, devido à necessidade de altos investimentos.

Acontece que, com a evolução da tecnologia, empresas de todos os tamanhos passaram a usar a TI como uma de seus principais pilares, tanto operacional quanto estratégico, gerando uma dependência sem precedentes desses recursos. Isso intensifica ainda mais a necessidade de um Disaster Recovery Plan, já que um incidente pode colocar em risco a continuidade do negócio.

Mas como pequenas empresas com orçamentos limitados podem criar um DRP que garanta a disponibilidade e confiabilidade das suas informações? É aí que entra o papel da cloud computing. Além de todos os benefícios de redução de custos, mobilidade e gerenciamento, um ambiente de TI em nuvem torna um Disaster Recovery Plan simples de ser implementado, e com um custo muito menor do que um ambiente on premise.

Cloud computing ajuda a prevenir e evitar desastres

A primeira grande vantagem de um ambiente de Cloud Computing não está na recuperação do desastre, mas sim na prevenção. Por trabalhar com ambientes virtuais remotos, sejam eles totais ou parciais, a nuvem reduz o risco de diversos desastres causados por danos físicos no ambiente de TI da empresa, como a falha de um servidor, a falta de energia, furtos ou até mesmo um cabo desconectado sem intenção pelo pessoal da limpeza.

Esse ambiente virtual obviamente está rodando em algum servidor físico do fornecedor do serviço de Cloud Computing. Porém, estes fornecedores costumam trabalhar com ambientes superprotegidos, com redundância de links de internet, nobreaks e geradores de energia, além de possuir diversos servidores de backup que não deixam as máquinas virtuais serem desligadas.

DRP em Cloud Computing preserva a propriedade intelectual

Todo Disaster Recovery Plan tem como um de seus principais objetivos preservar a propriedade intelectual da empresa, ou seja, garantir que todos os seus documentos, arquivos e dados pertinentes ao negócio permaneçam seguros, atualizados e intactos.

Assim como em um ambiente on premise, as soluções de Cloud Computing oferecem a segurança para as informações da empresa por meio de recursos de backup e recuperação que podem ser distribuídos entre vários ambientes.

Reduz drasticamente o tempo de recuperação

Mesmo em um ambiente de Cloud Computing alguns desastres podem acontecer, e os mais comuns estão ligados a falhas na segurança de acesso. Normalmente estes problemas acontecem por descuidos nas configurações de segurança, quando os analistas responsáveis deixam brechas nos acessos aos sistemas da empresa para pessoas não autorizadas.

Este tipo de descuido pode acarretar na presença de arquivos maliciosos no ambiente do cliente ou até mesmo uma ação de má fé de um invasor, como um hacker.

A grande vantagem de um ambiente em nuvem é o tempo de recuperação deste ambiente, caso ele venha a ser danificado. Por se tratar de um ambiente virtual, todos os servidores podem ser reativados rapidamente, com seus sistemas operacionais ativos e já configurados.

A restauração do backup dos dados também é realizada rapidamente, e, em muitos casos, todo o gerenciamento é realizado por um único ponto de controle, facilitando a gestão e recuperação do ambiente.

DRP em um ambiente híbrido

Muitas empresas já possuem um ambiente de TI on premise rodando e ainda não se sentem prontas para migrar completamente para cloud computing. Por outro lado, outras não possuem recursos para criar um Disaster Recovery Plan que realmente atenda todas as necessidades do negócio, pois praticamente teriam que duplicar seu data center para que todos os recursos fossem resguardados e prontos para entrar em ação sempre que necessário.

Com a evolução das soluções de cloud computing surgiu uma possibilidade muito atraente para se criar um Disaster Recovery Plan por meio de um ambiente híbrido: a empresa mantém seu ambiente de produção on premise, mas faz uma replicação de todo ou parte dele na nuvem, utilizando-a como contingência caso algum serviço local venha a falhar.

Ambientes de TI híbridos têm sido cada vez mais comuns pela facilidade na sua gestão e menor necessidade de investimentos. As soluções de virtualização como os data centers definidos por software também surgiram para facilitar esta integração entre ambientes físicos, virtuais e na nuvem, permitindo um gerenciamento único e garantindo muito mais segurança e facilidade para a equipe de TI.

DRP em Cloud Computing minimiza os impactos de um desastre

Todo desastre em um ambiente de TI, até mesmo pelo próprio nome, não é nada agradável e seus impactos podem causar prejuízos significantes para o negócio caso não exista um DRP adequado, ou ele não funcione quando necessário.

Devido à facilidade de configuração e recuperação de desastres de um ambiente de cloud computing, a tendência é que, se aconteçam, os impactos sejam mínimos para o negócio, já que a empresa ficaria pouco tempo com seus serviços de TI indisponíveis, e o risco de perda de informações seria muito pequeno.

Paga pelo consumo

Uma das maiores frustrações de gestores de TI com ambientes on premise ao se investir em um Disaster Recovery Plan é que uma grande parte dos recursos investidos não são utilizados e ficam obsoletos.

Isto ocorre porque parte do ambiente só é utilizada quando há um desastre, e como eles não acontecem todo dia, os recursos ficam parados.

Ao migrar para cloud computing, seja total ou em um ambiente híbrido, não há necessidade de se manter uma estrutura completa que fique parada somente para contingência.

Isto faz com que nenhum investimento se torne obsoleto, pois em muitos planos de serviços de cloud computing o cliente paga apenas pelos recursos consumidos.

Migrar um ambiente de TI para cloud computing é uma questão de tempo, e um DRP pode ser o primeiro passo para que a empresa comece a utilizar nuvem por meio de uma solução híbrida, e aos poucos vá se planejando para fazer mudança de todo sua estrutura.

E n sua empresa, já adota um DRP? Continue acompanhando o blog para ficar por dentro das novidades de cloud computing e conheça as nossas soluções para o seu negócio.

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