Dia do Programador – Felipe Kellermann

Postado em: 12 de setembro de 2014 - Por: Suéllem Nascimento

Dia 13 de setembro é o 256º dia do ano. 256 é igual a 28. Além disso, em hexadecimal 256 é 100 e 2é a maior potência de 2 que cabe em 365 (dias, no caso). Em binário pode representar 1 byte, que tem 8 bites. Por isso o Dia do Programador é no dia 13 de setembro (ou no dia 12, caso seja ano bissexto ou você comece a contar seu ano no dia 0). E se a embalagem de um site (o layout, no caso) já é difícil de fazer, o recheio vem cheio de detalhes, siglas e coisas que são feitas numa tela negra. Tudo motivado por muito café. Muito mesmo. Deve até ter algo no código genético dos programadores, como um if ou uma variável do tipo.

O programador

Felipe Kellermann Mobile Developer

 

E o que você diria sobre alguém que se forma em Ciência da Computação, consegue o emprego dos sonhos na HP e larga tudo em nome de um único sonho depois do lançamento da App Store? Overdose de café? Pois esse é o Felipe Kellermann. Hoje ele comanda a Nyvra Software desenvolvendo aplicativos corporativos e atende clientes em todo o Brasil como a Cavalera, Calçados Bibi, Afetiva Cosméticos e muitos outros. A gente bateu um papo com ele sobre mercado, perspectivas e muito mais. Veja agora a entrevista exclusiva:

Como foi o primeiro contato e por que você escolheu fazer Ciência da Computação?
Comecei a me interessar pela parte técnica de computadores com uns 12 ou 13 anos e nessa época já era interessado também em Linux (na época do Slackware 96). Nesta fase da vida resolvi, bem cedo, que seguiria os estudos na gradução em Ciência da Computação.

Como foi a experiência de trabalhar numa empresa como a HP e como isso influenciou a sua carreira?
Foi muito positivo. Sempre gostei de empresas menores, pequenas. Trabalhar um tempo em uma empresa muito grande ajudou a aprender alguns processos e conhecer pessoas muito interessantes. Foi positivo principalmente para aprender coisas boas a serem seguidas e coisas ruins a serem evitadas em um negócio.

Como foi a transição para o mobile e o que te atraiu nesse mercado?
​Foi imediatamente ao ser anunciado o iPhone OS SDK, em 2008. Desde 2007 eu já usava iPhone, logo após o seu lançamento. Era usuário Apple há muitos anos também, pegando desde as primeiras versões do OS X que é, no fundo, um UNIX. A chegada de um SDK para desenvolver aplicativos em iPhone foi a oportunidade ideal para voltar a trabalhar em startups – neste caso a minha própria.

Você começou programando exclusivamente para iOS e agora também trabalha com Android. Qual plataforma anda inovando mais e quais são as suas perspectivas sobre o mercado mobile? Você tem uma preferência na hora de programar?
Acho que a maioria das pessoas ou empresas que está envolvida desde o início com smartphones começou com iOS simplesmente porque ele chegou antes. Este é um ponto que costumo falar: se o Android tivesse chegado antes do iOS, talvez eu até teria partido para Android inicialmente. Claro, eu já era usuário (e até entusiasta) da Apple e do OS X anos antes do iOS, mas também foi importante ele ter sido lançado antes.

Acho que ambas estão andando em ritmos muito parecidos. De um lado o iOS está “eliminando” limitações do passado (como falta de customizações), e de outro lado o Android está melhorando coisas fundamentais (como interfaces e velocidade).

Como programador eu sigo apenas com iOS, embora esteja dando alguns passos no Android especialmente para testar alguns conceitos e acompanhar o pessoal que está desenvolvendo, mas não para tocar nada muito grande. Ambos iOS e Android estão com ferramentas excelentes, respectivamente Xcode 6 e Android Studio.

Os números de aplicativos crescem vertiginosamente e hoje todo mundo quer um app (assim como todo mundo queria um site anos atrás). Você vê uma inclinação à prostituição do mercado, assim como alguns designers reclamam que aconteceu com eles? E o que você diria para quem está começando ou quer começar hoje?
​Sim, acho que isso já está acontecendo. Entre 2009 e 2011 nós fizemos muitos aplicativos, consultorias e treinamentos. Entre 2011 e agora estamos focados em produtos corporativos, mais robustos, voltados ao uso de smartphones e principalmente tablets em empresas.​ Nosso principal produto, Negotti, está em crescente adoção por diversas empresas dos mais variados segmentos e tamanhos.

Eu acho que ainda é válido e interessante criar aplicativos, sobretudo porque novas plataformas estão começando a surgir como o Android Wear e o Apple Watch. No entanto, uma dica que eu gosto e que nos serviu muito bem é focar em produtos, seja para os consumidores finais ou para empresas. Produtos que tenham um tempo de vida longo, sejam focados em receita recorrente, e que entreguem uma verdadeira solução móvel para pessoas ou empresas.

​Qualquer hora é boa para começar, embora hoje certamente lançar um aplicativo ou solução e fazer sucesso é muito mais complicado do que no passado, pois a competição é maior, são mais sistemas, versões e telas. Mas também existem novas oportunidades, mais usuários e maior interesse geral por aplicativos. ​No final, acredito que o mais importante é persistir em ideias boas e focar na execução, na qualidade final do produto, e isso é independente de ser algo mobile, Web, desktop ou todos juntos.

 

Bem bacana o posicionamento do Felipe. O mercado está aí mesmo, cheio de oportunidades e com boas perspectivas a serem exploradas em várias plataformas. Agora é encher a caneca de café e programar. Ah, e torcer para compilar sem erro!

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