Dez coisas que todo CIO precisa saber sobre desenvolvimento ágil

Postado em: 9 de julho de 2015 - Por: Érika Bazilio

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Ser um CIO (Chief Information Officer) – cargo de maior hierarquia em TI nas empresas – hoje, não é fácil. Pressionados diariamente a apoiarem negócios digitais de rápida evolução, se deparam, na maioria das vezes, com projetos tradicionais e métodos de desenvolvimento inadequados. Para superar isso, as empresas cada vez mais se voltam ao desenvolvimento ágil como forma de acelerar seus projetos e mostrar seu valor. Mas aí pode estar um problema ainda maior.

Segundo Nathan Wilson, diretor de pesquisa do Gartner, “bem feito, o desenvolvimento ágil pode integrar o portfólio de métodos usados por um CIO para lidar com a crescente demanda por inovação no negócio”. Do contrário, “criará mais problemas do que é capaz de consertar”.

O Gartner preparou um relatório com os dez princípios para um desenvolvimento ágil que pode ajudar CIOs em uma melhor implementação. Confira:

1. Não se trata apenas de “uma” metodologia

A metodologia de desenvolvimento ágil é, na verdade, um conjunto de abordagens de desenvolvimento de software que compartilham uma filosofia comum, mas com nítidas diferenças nos detalhes de sua implementação. A metodologia, portanto, pode ser adaptada aos mais diferentes tipos de necessidades.

Empresas que já têm experiência no assunto podem usar diversas abordagens, mas, para aquelas que estão começando, recomendamos a escolha de um modelo, até dominá-lo e, aí sim, testar novas formas.

2. Olhe o todo

A metodologia ágil é altamente sistematizada e cada componente é fundamental para o seu sucesso. Um erro comum nas empresas é abraçar apenas alguns elementos do método, como o sprint, por exemplo, e ignorar outros tão importantes quanto. Você terá benefícios no curto prazo, mas outros problemas poderão ser acumulados ao longo do tempo.

3. Incentive o engajamento de toda a empresa

A implementação não depende apenas de TI. Somente trabalhando em conjunto é que os benefícios do desenvolvimento ágil poderão ser usufruídos. Devem, portanto, ser envolvidos nos processos os líderes dos negócios, gestores e a comunidade de usuários.

4. Dê um passo de cada vez

Profissionais com experiência na metodologia ágil podem lidar com empreendimentos de grande porte. Mas desenvolver as habilidades necessárias para trabalhar com projetos de software em grande escala pode levar alguns anos. Por isso, inicie com projetos menores e vá desenvolvendo a confiança e competência para assumir tarefas maiores.

5. Aprenda continuamente

Os profissionais devem estar comprometidos com a melhoria contínua da qualidade e da relação custo-benefício dos projetos. O aprendizado não é apenas para os programadores diretamente envolvidos no desenvolvimento do software, mas também para todas as áreas relacionadas, como gestão de projetos, arquitetura, garantia de qualidade e gestão do orçamento de TI.

6. Construa equipes redondas

Geralmente, a equipe responsável pela entrega no desenvolvimento ágil é pequena, mas gerenciar essas equipes requer atenção. É preciso manter as equipes produtivas juntas ao mesmo tempo em que se movem peças estrategicamente entre essas equipes para encorajar o intercâmbio de ideias.

Mas, cuidado para não mudar as pessoas com muita frequência, para não acabar com a produtividade; ou demorar demais para realizar esse movimento para impedir o surgimento de “panelas” que isolam as equipes. Na metodologia ágil, a localização física das equipes é ainda mais importante.

7. Documente, gerencie e elimine a dívida técnica

Dívida técnica é a diferença entre o estado de um pedaço de software hoje e o estado necessário para atender os requisitos exigidos em atributos de qualidade, como confiabilidade, eficiência de desempenho, portabilidade, usabilidade, manutenção e segurança.

Todo processo de desenvolvimento cria essas lacunas técnicas. A diferença do método ágil é que ele reconhece carências e as adiciona ao backlog em vez de escondê-las. Qualquer organização que quiser adotar uma metodologia ágil deve configurar os elementos necessários para a refatoração e eliminação da dívida técnica do método escolhido.

8. Cuidado ao terceirizar

Muitas organizações de TI costumam terceirizar o desenvolvimento de aplicações a provedores de serviço especializados. Embora eles ainda tenham um papel no método ágil, o modelo comercial e de engajamento são bem diferentes. Como a alocação de trabalho é limitada na metodologia ágil, trabalhar com uma equipe complementar pode ser uma boa ideia.

9. Prepare-se para mudar práticas de trabalho

Graças ao conceito de “entrega contínua” exigido pela metodologia ágil, é necessário um engajamento constante de gestores e usuários. Isso demanda mudanças significativas das práticas de trabalho, tanto para a governança de negócio quanto para o gerenciamento de relações e equipes de infraestrutura e operações. O impacto do ágil vai muito além das equipes de desenvolvimento de software.

10. Outros métodos terão espaço em seu portfólio

Na maioria das organizações, sejam elas de quais setor forem, o portfólio de aplicações apresentará diferentes tipos de problemas de desenvolvimento. Uns serão bem atendidos pelo método ágil; para outros será mais adequado a metodologia incremental, interativa ou o modelo modificado em cascata.

A análise completa está disponível no relatório do Gartner.

 

Fonte: Gartner Group