Como provar o valor do setor de TI e o retorno sobre o investimento

Postado em: 11 de agosto de 2016 - Por: Infolink

valor-do-setor-de-TI.jpg

Uma das maiores dificuldades tecnológicas enfrentadas hoje em dia nas empresas é mostrar às demais áreas, principalmente à financeira, o valor do setor de TI, de suas operações e o quanto elas podem agregar aos serviços, justificando os investimentos que demandam.

Invariavelmente, a TI tem potencial para conferir diferenciais competitivos para as companhias e gerar economia em diversos aspectos. No entanto, os gastos são os primeiros pontos a serem vistos.

Mesmo com as soluções em nuvem, que oferecem uma previsibilidade de gastos e economia com infraestrutura física, o que permite o crescimento sob medida e em total acordo com a expansão do negócio, alguns decisores “torcem o nariz” ao ouvir um CIO dizer que novas soluções são necessárias.

E por que isto acontece? Um estudo divulgado pela Wakefield Research revelou que há problemas de falta de conexão entre as áreas de TI e dirigentes empresariais. Talvez a isto se deva a dificuldade em provar o valor do setor de TI e suas ações para o financeiro.

A seguir, iremos falar sobre este cenário e mostrar fatores que podem provar o valor do setor e o retorno que ele traz, de modo que outras áreas do negócio possam compreender melhor os benefícios em aumentar ou manter investimentos em TI, oferecendo ao setor os recursos que precisa para tornar toda a operação mais eficiente. Acompanhe.

#1 O Retorno sobre Investimento

Este é um termo a respeito do qual os grandes líderes gostam de falar. O financeiro da empresa, e mesmo seu presidente, sempre está em busca dos retornos de um investimento. E a lógica disto, além do lucro, é compreensível. Com um orçamento apertado, simplesmente não dá para correr o risco de desperdiçar dinheiro. No entanto, infortunadamente, é isto que acaba acontecendo em grande parte das vezes.

Para evitar o problema, que será retratado melhor mais a frente, as soluções de Cloud Computing têm ganhado um destaque cada vez maior dentro das organizações.

Mas para começar, cabe um alerta: o conceito de ROI, introduzido em 1977 pelo Gartner e fortalecido em meados dos anos 90 com maior participação da tecnologia nas companhias, é mais complexo do que a fórmula simples que propõe de início. Ele pode englobar uma série de variáveis, e, por isso, não deve ser o único indicador a ser considerado na tomada de decisões (em projetos, o BSC, Balanced Scorecard, é um bom exemplo disto).

Ainda assim, no Brasil ¼ das empresas estão habituadas a utilizar a fórmula do ROI para verificar se algum investimento está trazendo benefícios ou não.

Só que o primeiro passo é ter cuidado ao avaliar somente dados ligeiros, principalmente se não houver transcorrido um prazo mais confiável para análise do investimento. Pagar pelo uso de nuvens, por exemplo, pode parecer erroneamente mais custoso em longo prazo se o dirigente pensar que, gastar R$ 30 mil mensais com contratação do serviço não vai compensar em relação a 10 prestações do mesmo valor para montar um data center de R$ 300 mil.

O problema é que, com o passar do tempo, a empresa perde a previsibilidade do seu uso, e acaba investindo em tecnologias “estacionadas” por não mais atenderem às especificações daquele momento do negócio (que, ao contrário de alguns recursos, é muito dinâmico).

Como resultado, por conta da aquisição de um data center, a empresa gastará mais ao longo do tempo em renovação de licenças e reposição de equipamentos por versões mais atualizadas, o que contribui para aumentar a percepção distorcida de que a TI é um gasto “ruim, mas necessário”. Isto cria entraves para que a empresa migre para uma solução que reduza custos em um prazo maior e também gera bloqueios e limitações para que ela cresça de verdade.

Será que, na sua empresa, ao utilizar a fórmula de ROI do modo como estão acostumados, leva-se em conta tudo isto? Este ponto tem que ser entendido dentro da dinâmica da gestão de topo, e esclarecido em relação às métricas e projeções de crescimento como um todo.

O ROI da nuvem vai variar de acordo com cada negócio, pois este modelo permite flexibilidade e você vai investir somente naquilo que vai usar. Na política do custo-benefício entendida pelo financeiro, este pode ser um ponto-chave a ser explorado para provar o retorno dos investimentos em TI.

#2  As perdas que a instabilidade causa

Para provar o valor do setor de TI e de suas ações, o caminho mais rápido pode ser pensar nas perdas, caso estes recursos não sejam eficientes. Às vezes, é mais fácil “inverter a equação” e, ao invés de fazer seus dirigentes enxergarem os ganhos logo de cara, mostrar a eles as perdas com a sua ausência é uma boa estratégia.

Neste aspecto, a nuvem é inquestionavelmente mais vantajosa para as empresas, tanto que 8 em cada 10 vão investir em nuvem e data center definido por software nos próximos tempos.

E o valor que processo está agregando a elas é cada vez mais nítido: operações mais ágeis, estáveis, seguras e de alta disponibilidade conferem melhor produtividade e performance para os negócios.

Para provar isto ao financeiro, vamos a alguns dados. De acordo com um estudo do Gartner, o custo estimado com a queda de rede chega a ser de $ 5,600 por minuto ou $ 300 por hora. A nuvem não tem este problema.

Se na sua empresa está havendo resistência para migrar para uma cloud híbrida, por exemplo, aborde o excelente benefício que cloud apresenta em uptime. Isto porque, em um data center virtual, ele chega a 99,9%, reduzindo drasticamente os riscos de a operação sofrer descontinuidade, os trabalhos serem paralisados, entregas serem feitas com atraso, clientes saírem insatisfeitos e chances de negócio serem perdidas. Sem contar os custos de manutenção que são poupados com uma equipe especializada dando suporte full time, sem que seja preciso contratar pessoal próprio para isto.

Ou seja, a rede instável prejudica a saúde financeira da empresa, em maior ou menor grau, dependendo dos períodos em que ocorre e a periodicidade com que acontece. Da mesma forma, somente uma rede local pode dificultar a resolução de problemas.

Com a nuvem, inclusive a mobilidade abre espaços para maior produtividade e alta disponibilidade, pois é possível trabalhar até mesmo fora da empresa, desde que haja conexão.

Prova disto é a pesquisa realizada pela VMware, referência em virtualização, revelando que, em 2015, as empresas que adotam mobilidade chegaram a ter ROI de 150%.

#3  TI como um centro de inteligência

A terceira medida, que faz com que a alta gestão enxergue o valor do setor de TI e de suas ações, é proporcionar a visão do banco de dados e sua gerência como um verdadeiro “centro de inteligência”, de onde partem estratégias competitivas.

Em outras palavras, TI não é só operação (aliás, nunca foi). Ela tem capacidade de prover características distintivas ao negócio. A TI prova seu valor na medida em que faz a empresa perceber que um banco de dados bem gerenciado e eficaz se torna um propulsor, no qual se segregam informações valiosas a respeito de produtos, mercado e, principalmente, base de clientes para desenvolver diferenciais em relação a seus concorrentes.

Atingir oportunidades de negócio, implementar ferramentas de CRM, aplicações que otimizem recursos humanos, financeiro, contabilidade, estoque ou produção, por exemplo, depende de um centro de dados e da forma como a informação é processada – nele e entre os departamentos competentes.

A inteligência para os negócios (BI) parte da tecnologia, do conjunto de dados estratégicos e de sua gestão. Não é à toa que a Business Intelligence, o Big Data e a nuvem foram apontados como pilares da economia para 2016.

Em outras palavras, é como se os gestores tivessem que passar a ver a TI não só como um grupo de ferramentas necessárias para a empresa funcionar, mas sim um “alguém” a mais na equipe, ou melhor, “o alguém”, o sujeito que fará a diferença. Agora, é ela a responsável, efetivamente, por permitir que as equipes tenham mais agilidade, informações sejam precisas e de fácil acesso, relatórios gerenciais tenham maior precisão para basear a tomada de decisões e levantamentos on time sejam possibilitados, o que permite intervenções em tempo real, mesmo a distância.

#4 TI para oferecer a melhor experiência para o usuário

Além disto, expandir os benefícios da nuvem a serviço dos clientes também é um diferencial. Um relatório do Instituto Forrester, “Tendências 2016: O futuro do serviço ao cliente”, apontou que 73% dos consumidores online acreditam que a valorização de seu tempo é o item mais importante na prestação de serviço de uma empresa.

Ou seja, os clientes não querem, e nem podem, perder tempo com sistemas lentos e ineficientes, e que geram imagem negativa (motivo, inclusive, de perda de vantagem competitiva e oportunidade de vendas). Sites hospedados em cloud, por exemplo, também possuem eficiência elevada e os clientes finais  percebem este valor em uma experiência diferenciada.

O mercado de web hosting demonstra que servidores 100% cloud permitem que sites e e-mails, por exemplo, não fiquem em um único servidor, o que faz com que eventuais falhas sejam identificadas rapidamente e o serviço redistribuído automaticamente, não comprometendo sua utilização.

Métricas de satisfação dos clientes no uso destas ferramentas, juntamente com a montagem de um Scorecard para pontuar situação pré e pós-cloud nas companhias, ajudam a analisar e a medir o retorno positivo dos investimentos em TI.

#5 As limitações versus os investimentos para o crescimento

Uma pesquisa recente, realizada pela Penn Shoen Berland, identificou, no entanto, que o cenário corporativo está se tornando mais otimista: há um crescente entendimento sobre a real possibilidade de agregar valor aos negócios com a nuvem.

O estudo diz que, em relação às despesas com tecnologia neste ano, a nuvem é prioridade em 59% para a visão de negócios, número pouco inferior à visão dos próprios gestores de TI: 67%.

A cloud híbrida veio como solução para empresas que contemplam um número crescente de informações e a necessidade intrínseca de geri-las com sensibilidade, garantindo proteção e disponibilidade. Pesquisas apontam que a quantidade de informações novas geradas pelas empresas cresce, anualmente, de 35% a 60%. Armazenar e gerenciar todo esse volume com infra própria pode ser difícil sem um sistema de TI inteligente.

Equipes que passam muito tempo sem receber dados fundamentais para dar continuidade nos trabalhos ou que enfrentam dificuldades para localizá-los em servidores físicos, por exemplo, estão perdendo produtividade e atrasando o crescimento dos negócios.

A economia proporcionada na ordem de 30%, e a adesão cada vez maior a este modelo , permite que a empresa poupe recursos e invista em crescimento e aprimoramento de outras áreas, e o tempo que os CEOS ganham para focar na parte estratégica do negócio também faz com que ele tenha mais chances de crescer.

O investimento em TI otimizado, de acordo com a demanda de infra e com flexibilidade no gerenciamento dos custos, faz com que a empresa não adie, por exemplo, planos de ação por achar que demandam muito dinheiro ou colocam os negócios em vulnerabilidade financeira.

A cloud, portanto, permite crescer e na medida certa. Esta é, sem dúvidas, uma enorme prerrogativa para medir valor do setor de TI, já que ter a capacidade de crescer com os custos sob controle é o que toda empresa deseja.

# 6 A segurança do ativo digital

Cabe ressaltar que a administração do tempo de vida da informação e sua proteção também entram no cálculo do ROI como uma de suas variáveis, caso ele seja realmente priorizado como ferramenta de avaliação.

As companhias estão vivenciando um aumento de ataques, e, o Gartner, ao alertar para o que deve ser observado na segurança, aponta que tornar-se híbrido é uma forma de criar confiança no modelo de nuvem, o que pode ajudar os gestores a vencerem o medo e entender o quanto essa decisão agrega para a empresa.

A nuvem melhora o armazenamento de dados e a segurança de informações mais sensíveis. Se os gestores reconhecerem o chamado “ativo digital” –  dados que são um patrimônio – vão entender melhor o valor das políticas de segurança instituídas pelo setor de TI, à exemplo da adoção de nuvens.

Ainda no quesito segurança, é importante lembrar que serviços adicionais e Cloud Backup estão à disposição das empresas para aumentar o nível de confiabilidade e monitoramento gerenciado dos sistemas em nuvem. Portanto, buscar um fornecedor de confiança é sempre um passo à frente na conquista de valor.

Dado ao fato de que o equilíbrio possa ser o ponto mais sensível na interpretação dos dirigentes, respeitadas as proporções da análise de custos para o processo de decisões, o valor do setor de TI pode ser provado na medida em que eleva os índices de segurança e agrega uma nova expertise ao negócio, inclusive para gerenciar o ambiente.

E então, o que você está fazendo para provar o valor do setor de TI da sua empresa? Será que está apostando nos investimentos em TI e recursos certos para ter o melhor retorno?

Aproveite para conversar com um de nossos consultores para saber mais sobre o impacto financeiro da nuvem híbrida na sua empresa

Leia também