3 principais erros das empresas no cálculo do ROI em nuvem

Postado em: 26 de agosto de 2016 - Por: Infolink

roi-na-nuvem.jpgLidar com a cobrança por resultados e os desafios de sempre prover as melhores soluções para a empresa, atingindo boa relação custo x benefício, é uma realidade na vida dos gestores. Às vezes, mesmo frente a uma oportunidade rica de gerar mais negócios, inovação e agilidade mediante a inserção de um sistema de tecnologia mais eficaz, a tendência é que, em um primeiro momento, a alta diretoria enxergue apenas os gastos imediatos, e não as vantagens em um prazo maior – nem sempre tão longo.

Muitos, no entanto, ainda sentem grande dificuldade na hora de aplicar ferramentas de mensuração adequadas às ações e recursos implementados em suas áreas – a exemplo da TI – por conta disto.

Hoje, iremos falar especificamente da nuvem. Veja, a seguir, os 3 principais erros das empresas na hora de fazer o cálculo de ROI em cloud e aprenda a discernir os aspectos mais importantes para conseguir cumprir bem esta tarefa.

1. Não saber definir metas

A primeira coisa que deve ser levada em consideração é a definição das metas que a empresa busca atingir com a adoção.

Mais do que agir por recomendação do mercado ou por tendência, ela precisa enxergar o quanto cloud computing pode agregar de valor em seu negócio objetivamente.

A nuvem pode trazer agilidade e transformações surpreendentes na produtividade de forma praticamente instantânea, mas os resultados são maximizados quando a empresa aprende a definir metas realistas e voltadas especificamente a seu tipo de negócio, de modo que possa customizar ferramentas neste novo modelo e extrair o máximo de benefício!

Isso porque naturalmente rapidez e simplicidade na rotina vêm com a nuvem.

Já customização agrega ainda mais à performance na medida em que resultados adicionais podem ser obtidos por meio de configurações específicas da solução para atender melhor a cada infra e negócio.

Assim, calcular o ROI com mais segurança pressupõe, por exemplo, definir quais são os pontos que deseja mudar previamente (como melhoria no uptime, estabilidade e rapidez) e depois elaborar uma espécie de levantamento do cenário anterior (como era quando a infra não tinha nuvem) e posterior (como fica a partir do momento que ela entra).

Neste contexto, a nuvem híbrida pode entrar como fator determinante. Primeiramente, a empresa migra parte das aplicações, sem imposição de transpor todo o ambiente de TI.

Desta maneira, é possível estabelecer um comparativo mais preciso entre o que permaneceu local e o que é operado nela, adquirindo confiança para aumentar o investimento conforme a necessidade até atingir metas cada vez maiores, tanto na redução de custos, quanto no aumento da eficiência.

2. Não considerar o tempo necessário e os custos em longo prazo

Tudo bem: entendemos que haver ansiedade para atingir resultados é natural em um ambiente empresarial.

Porém a nuvem, embora rapidamente demonstre melhorias no que tange à disponibilidade, proteção e compartilhamento de dados, pode exigir a compreensão de um tempo maior para visualizar os ganhos em economia, e também outros itens necessários à correta mensuração.

Por exemplo, se o gestor pensar na montagem de uma infraestrutura física, em contrapartida à adoção de data center virtual e hospedagem cloud, pode ter a falsa ideia de que “sai mais barato” investir R$ 400 mil de uma vez do que pagar R$ 40 mil mensais por tempo indeterminado.

Mas, se for somado à conta todo o gasto que esta mesma infraestrutura física demandará com atualizações ao longo do tempo, com certeza a equação deixa de ser vantajosa (a menos que a empresa tenha “prazo de validade”, o que claro, nunca é o caso).

As mudanças, portanto, se tornarão mais perceptíveis, principalmente para o financeiro e os responsáveis por aprovar o investimento, na medida em que houver economia maior com a dispensa de renovação de licenças, manutenção ou reposição de máquinas e hardware.

A intenção é manter-se sempre competitivo e com potencial de crescimento, objetivo para o qual a nuvem pode contribuir – e muito.

Ela é que vai permitir investir de acordo com a necessidade e possibilidade (viabilidade orçamentária) da empresa, permitindo investimentos sob demanda e precaução contra “passos desajustados”, que comprometam a saúde financeira e a continuidade do negócio.

Com a nuvem, o custo será operacional e, portanto, mais fácil de ser medido e entendido claramente ao longo dos meses – inclusive no que se refere à sua oscilação -, o que fica indiscutivelmente mais difícil com infra local e softwares totalmente “in-house”. Ao contrário do que se pensa, é neste modelo tradicional que os custos podem sair do controle mais facilmente, principalmente se a empresa investir no que não vai usar, achando que está fazendo a coisa certa.

Um erro no ROI, por exemplo, pode ser não considerar a previsibilidade de custos como ponto extremamente a favor, principalmente em um prazo maior.

3-Esquecer do BYOD e de números expressivos na produtividade

Outro fator importante é pensar na mobilidade: um erro comum na hora de fazer o cálculo de ROI em cloud pode ser manter-se preso à ideia tradicional de “data center físico” e esquecer de incluir, por exemplo, os novos dispositivos e a mobilidade que entram como “extensão” do ambiente de trabalho.

Ou seja, se tratando de nuvem, não é somente a infra que “produz”. Toda a empresa pode produzir mais, independentemente, por exemplo, de onde seus membros estejam, desde que a trabalho.

Fala-se, inclusive, sobre uma nova forma de medir o ROI neste sentido: aplicação x colaborador.

O quanto os colaboradores se tornam, de fato, mais produtivos e rápidos na execução de tarefas, condução de informações e projetos e levantamento de insights é um item que não pode ser esquecido na hora de fazer o cálculo de ROI em nuvem.

Em tudo isto, no entanto, o fator segurança também pesa. O quanto a empresa vai economizar se investir corretamente em uma infraestrutura capacitada e apoiada por especialistas desde o começo, capaz de prever ameaças e minimizar riscos, deve ser levado em consideração no quesito acessibilidade x controle.

Com infraestrutura de boa qualidade e usuários bem instruídos, estima-se que haja redução de 90% nos ataques à segurança e aumento de 30% sobre o ROI, segundo estudos do Aberdeen Group.

Um Data Center baseado em nuvem, que seja monitorado e gerenciado com know-how de especialistas e deem suporte às equipes, pode permitir mais tranquilamente no desenvolvimento do pilar da mobilidade e o uso adequado dos dados a partir de pontos remotos, sem comprometer a estabilidade do sistema ou elevar sua vulnerabilidade a um grau preocupante. Na hora de calcular o ROI, portanto, não se deve esquecer de incluir estas premissas.

E então, como você faz o cálculo de ROI de soluções em nuvem em sua empresa? Se identifica com algum destes erros e descobriu como pode evitá-los?

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